Mega operação encontra Lázaro Barbosa de 32 anos que morreu em troca de tiros com a polícia nesta segunda-feira

Ronaldo Caiado Governador de Goiás Manifestou sobre caso Lázaro Barbosa

A segunda-feira trouxe o alívio que tanto esperávamos, graças aos heróis das nossas forças policiais que não descansaram um só minuto até a captura de Lázaro Barbosa.

Deixo aqui o meu reconhecimento e o meu orgulho em ser comandante-em-chefe de uma polícia que dignifica seu trabalho e transforma Goiás em um Estado seguro e mais justo.

E como eu digo sempre: aqui não é Disneylândia de bandido.

Entenda o caso Lázaro Barbosa

Após 20 dias de uma mega operação, Lázaro Barbosa, de 32 anos, foi morto pela polícia nesta segunda-feira, 28, depois de mais um confronto com agentes que integram a força-tarefa criada para procurá-lo. A informação da prisão foi divulgada pelo governador de Goiás Ronaldo Caiado e a morte foi confirmada pela polícia local.

Governador de Goiás – Ronaldo Caiado

Após ser baleado, ele chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. A troca de tiros foi em Itamaracá, em Águas Lindas de Goiás, região onde o criminoso estava sendo procurado desde a noite de domingo.

Últimas horas de Buscas a Lázaro Barbosa

Nas últimas horas de buscas a Lázaro, a força-tarefa criada para prendê-lo se concentrou num bairro de Águas Lindas de Goiás. Moradores do Setor Itamaracá afirmam ter visto o criminoso por volta das 21h deste domingo e chamaram a polícia. Lázaro ignorou uma tentativa de negociação feita pelos agentes para que se entregasse. Durante a madrugada, foi montado um cerco na região, com o apoio de helicópteros e cães farejadores.

Pela manhã, pouco depois das 8h, uma ex-mulher de Lázaro foi levada para a Delegacia Regional da Polícia Civil. Era na casa dela que o criminoso esteva, de acordo com testemunhas, quando chamaram a polícia.

Lázaro teria escapado pela mata que fica nos fundos da residência. Também na manhã desta segunda, os policias da força-tarefa cumprem mandados judiciais.

Desde o dia 9 de junho, Lázaro Barbosa Sousa vem sendo protagonista de uma caçada que mobiliza 270 policiais, helicópteros, cães farejadores, drones e a cavalaria. Durante as buscas ao serial killer, que completam 20 dias, ele já passou por uma série de locais. A caçada começou em Cêilandia, no Distrito Federal, onde, segundo a polícia, o criminoso matou quatro pessoas de uma mesma família. De lá, ele seguiu para Cocalzinho de Goiás, onde foi visto na região rural de Edilândia e Girassol.

Durante esse período em que fugiu do cerco policial, Lázaro invadiu propriedades, fez reféns, trocou tiros com agentes e feriu pessoas — entre elas um policial. Muitos moradores da região onde acontecem as buscas, com medo, deixaram suas casas. A polícia acredita que o criminoso consiga comida em algumas dessas residências e as use como esconderijo.

Lázaro se aproveitou da mata fechada e dos rios e córregos para se movimentar. Ele teria, inclusive, predileção por se movimentar na água para não deixar rastros. Mateiro e caçador, o criminoso conhece bem a região e se escondeu na vegetação — já teria usado uma folha de coqueiro para se esconder e escapar de policiais.

Lázaro tem extensa ficha criminal, fugiu três vezes da prisão e é acusado de diversos crimes desde 2007. Ele é acusado de matar, a tiros e facadas, três pessoas na zona rural de Ceilândia no último dia 9 de junho. Os mortos eram Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, e os filhos Gustavo Marques Vidal, de 21 anos, e Carlos Eduardo Marques Vidal, de 15 anos.

O foragido também é apontado como responsável pelo sequestro da mulher de Cláudio, Cleonice Marques de Andrade. O corpo dela foi encontrado no dia 12 à beira de um córrego, próximo da casa onde a família morava.

Nascido na cidade baiana de Barra do Mendes, a 530 quilômetros de Salvador, Lázaro já respondeu, na cidade natal, a um processo por homicídio quando tinha 20 anos. Em 2011, já em Ceilândia, ele foi condenado por estupro e roubo com emprego de arma. Ele chegou a ser preso em 2018, em Águas Lindas de Goiás, mas fugiu do encarceramento poucos meses depois.