Semana Santa e Páscoa, vamos entender um pouco mais sobre o tríduo pascal

Ouça sobre o tríduo Pascal na voz do Padre Joacir d’Abadia

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Tríduo Pascal e o Domingo de Páscoa

O TRÍDUO PASCAL (em latim: Triduum Paschale) é o conjunto de três dias celebrados no Cristianismo, composto pela Quinta-feira santa (Missa de instituição da eucaristia e lava pés, logo após, faz-se o traslado de Jesus Sacramentado para um lugar preparado onde os fiéis ficam em adoração até a meia noite), Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão – é a celebração da Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo (tem-se o beijo da cruz em Sinal de Adoração) e o Sábado Santo (vigília Pascal). O Tríduo Pascal é celebrado em memória da Paixão, morte e ressurreição de Jesus, conforme os Evangelhos.

Desde 1955, com a reforma litúrgica, o Tríduo Pascal é um tempo litúrgico mais bem definido.

Quinta-feira Santa, Missa do lava pés

A Missa da Ceia do Senhor abre o Tríduo Pascal. Nesta celebração, temos o rito do Lava-pés, recordação do gesto de Jesus durante a Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos. Celebramos também a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Cristo, na noite em que ia ser entregue, ofereceu a Deus o seu Corpo e o seu Sangue, sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou a seus discípulos. Após a Celebração da Eucaristia, os fiéis participam da Transladação do Santíssimo Sacramento. Em seguida, permanecem em Vigília Eucarística.

Após o Glória da Missa da Ceia do Senhor, na quinta-feira, todos os sinos e instrumentos da igreja são silenciados e só voltam a serem tocados no Sábado Santo quando se canto o glória e se acendem as luzes da Igreja. A Luz é Cristo, simbolizado no Círio Pascal: “e a luz brilha nas trevas” (Jo 2,4).

Sexta-feira da Paixão

Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor, que, ao morrer, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Neste dia a Igreja faz uma coleta que envia para o Vaticano para o Papa fazer trabalho social.

Sábado Santo ou Vigília Pascal

É considerada a mãe de todas as santas vigílias, porque a Igreja mantém-se à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Inicia-se com a breve Liturgia da Luz. Nela, se acende a fogueira, abençoa-se o fogo e acende-se o Círio Pascal. Em seguida a Igreja medita as “maravilhas” que o Senhor fez por seu povo, desde o Antigo Testamento. Ouvimos atentamente as leituras e Salmos, fazendo memória do Povo de Deus.

Segue-se a Liturgia Batismal, se houver. Participamos da vida e ressurreição do Cristo, como homens e mulheres novos. Após a Liturgia Batismal somos então convidados à Liturgia Eucarística. Participamos da mesa que o Senhor preparou para nós, com sua morte e ressurreição. Esta é a grande festa dos cristãos! Deve ser celebrada em comunidade e com grande alegria na esperança da ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, a sua Páscoa.

Domingo da Páscoa ou Domingo da Ressurreição

Missa de Páscoa

A Páscoa do Senhor é também a nossa páscoa. Passamos das trevas para a luz, saímos da morte para a vida porque experimentamos a certeza da ressurreição. É Cristo que abre para nós o aprisco, o lugar das ovelhas e, caminhando a nossa frente, nos leva a viver como criaturas livres; “este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!”.

Padre Joacir d’Abadia, pároco da Paróquia São José Operário-Formosa-GO

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